Expedição Juréia – Roteiro
Expedição Guará Vermelho – Uma visita ao Mangue Paulista

Estação Ecológica da Juréia

Gaivotas (2)A Estação Ecológica fica no litoral sul paulista e compreende uma imensa área preservada composta por praias, rios, cachoeiras e muita floresta ombrófila densa. Esta é a maior região de Mata Atlântica do Estado de São Paulo e proporciona paisagens excelentes não apenas para fotógrafos, mas também para amantes da natureza. Por isso é considera Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

Por meio da Expedição Juréia tivemos a oportunidade de explorar esta região em um estudo fotográfico com a participação de uma equipe de fotógrafos e cinegrafistas, os quais registraram a Estação com os olhos sensíveis do observador.

Apesar da precariedade das opções de estadia e alimentação na Juréia, ainda assim vale a pena se aventurar, pedir autorização à administração do parque ou contratar guias moradores que podem levar os visitantes pelos rios Estação adentro, trilhas nas matas e praias desertas. Para se locomover na Estação tem-se a opção de alugar um jeep 4×4, com guia que acompanhará os visitantes durante toda a estadia, pois as atrações são distantes umas das outras e o terreno não é apropriado para veículos urbanos. Procure o atencioso Rubens da Ecotur. Porem deve-se ter cuidado na contratação dos serviços, pois nem todos os fornecedores locais estão preparados para trabalhar com a hospitalidade e profissionalismo necessários.

Transporte Jureia

Transporte Jureia

No primeiro dia adentramos em trilhas que nos levou a poços e espelhos d’água naturais e mata fechada, com grande exuberância de espécies da flora e detalhes de incrível beleza. A região é intensamente povoada por quaresmeiras, jacarandás, canelas, jatobás, figueiras, cedros, angicos, caxetas, guarandis, os amarelos guapuruvus e claro muito palmito.

 

Surpresas da mata

Surpresas da mata

Foram visitadas as praias de Guarauzinho, Arpoador e Parnapoã. A travessia foi feita de barco no Núcleo Arpoador e a recepção dentro da Estação foi feita pelo guia altamente recomendado, o Sr. Dito, caiçara nascido na reserva, descendente de Tupiniquins, grande conhecedor e apaixonado pelo local. Ele nos conta que recebe alunos e grupos para, voluntariamente limpar as praias do lixo que chega pelo mar, dispensado pelas embarcações.
As praias são desertas e planas, separadas por morros e chapadões que são percorridos em trilhas de diferentes níveis. Os maciços da Serra da Juréia datam do período pré-Cambriano e tem de 500 m a 870 m de altitude.

Travessia Nucleo Arpoador

Travessia Nucleo Arpoador

Praia do Guarauzinho

Praia do Guarauzinho

 

Praia do Arpoador

Praia do Arpoador

Casa de caiçara

Casa de caiçara

No coração da Estação fica a Cachoeira do Guilherme, uma incrível paisagem que impressiona pelo tamanho e por seu estado intacto. São necessárias 3 horas de barco para alcançar o local, que costumava abrigar uma comunidade caiçara, mas que agora está abandonada.

Cachoeira do Guilherme

Cachoeira do Guilherme

Cachoeira do Guilherme 2

Cachoeira do Guilherme 2

As refeições na Juréia podem ser realizadas no premiado restaurante Mamma Lina (almoço e pizza na pedra à noite) e também na Toka do Lula (procure pela simpática e competente Ivete).

Fonte: http://nupaub.fflch.usp.br/sites/nupaub.fflch.usp.br/files/color/carolpeixoto.pdf