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Consumo de peixes sazonais contribui para a preservação das espécies

Centro de Pesquisas em Gastronomia Brasileira da Anhembi Morumbi realiza campanha para difundir o conceito do Peixe Bom – fresco, sustentável e com preço justo

São Paulo, 16 de setembro de 2014 – No Brasil, o consumo de peixes ainda é baixo. Em 2011, o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) registrou média de consumo por habitante de 11,7 kg. Do total, 60% vem de fora do país. Da parcela nacional, o consumo concentra-se em poucas espécies, como a sardinha, o namorado e a garoupa. Diante desse cenário, o Centro de Pesquisas em Gastronomia Brasileira da Anhembi Morumbi, integrante da rede internacional de universidades Laureate, inicia uma campanha para difundir a importância da inclusão de pescados na alimentação cotidiana, enfatizando as qualidades culinárias e nutricionais.

A ideia é também defender as boas formas de produção e o consumo do chamado Peixe Bom – termo utilizado por movimentos como o Slow Fish para se referir a pescados frescos e da estação; produzidos por métodos que respeitam o meio ambiente, a reprodução das espécies e a saúde humana; e com preços acessíveis.

JANTAR DO PEIXE BOM
Foto: Blinis de tapioca com surubim defumado, da chef Morena Leite.
Crédito: Rogério Canella

Como parte das atividades programadas pelo Centro de Pesquisas, com o apoio do Slow Fish, um jantar foi oferecido para convidados neste mês. O menu, preparado por grandes chefs: André Ahn (Guaiaó), Dagoberto Torres (Suri), Eudes Assis (Vinea), Hélio Takeda (Anhembi Morumbi), Ivan Achcar (Casa da Fazenda e Alma Cozinha), Mara Salles (Tordesillas) e Morena Leite (Capim Santo), enalteceu espécies como surubim, peixe-cabra, perna-de-moça, sardinha, carapau e sororoca. “É preciso começar a levar à mesa pescados populares, baratos, diversificados e de alta qualidade”, enfatiza Ricardo Maranhão, coordenador do Centro de Pesquisas. “Acima de tudo isso, é extremamente importante consumir apenas peixes que são pescados na época correta – fora do período de reprodução – e no tamanho certo, adultos, depois que ele já se reproduziu”, explica o professor.

 

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